Anais Nin in "Fala Uma Mulher”.
Estudo e discussões sobre as diversas vertentes do BDSM:sadomasoquismo,dominação,submissão,bondage,humilhação,spanking sensual entre outras práticas.
Diante dos eventos ocorridos no dia 27/08/2012 o Conselho de Alkania se vê
compelido a publicar o seguinte manifesto de repúdio:
“Nós Goreanos, BDSMista e fetichistas Brasileiros maiores de idade, legalmente
capazes e de posse de nossas faculdades mentais, que por livre e espontânea
vontade, optamos por um estilo de vida e uma forma de relacionamento afetivo,
exercendo o nosso direito a opção sexual, declaramos publicamente o nosso
repúdio a todas as formas de pedofilia, de violência doméstica ou sexual.
Não compactuamos, praticamos, aprovamos, facilitamos ou fazemos apologia do
envolvimento com crianças ou adolescentes segundo prescrito nos Códigos Civil e
Criminal Brasileiros, bem como não aprovamos nenhuma forma de crime.
Não compactuamos, praticamos, aprovamos, facilitamos ou fazemos apologia de
qualquer forma de violência doméstica ou de agressão contra vulnerável.
Somos absolutamente favoráveis que, quem quer que cometa crimes de
pedofilia, bem como todas as formas de abuso contra vulneráveis, seja trazido à
justiça, julgado e, quando achados culpados, condenados em toda a extensão da
lei.
Repudiamos ainda, a atuação da imprensa sensacionalista, que vincula o nosso
estilo de vida e a nossa opção sexual à prática de qualquer forma de crime.
Não praticamos crimes!
Não somos pedófilos!
Não agredimos a quem quer que seja!
Somos sim Goreanos, BDSMista e fetichistas. “Vivemos o nosso estilo de vida
prezando pela sanidade na escolha das nossas práticas, com a preocupação com a
segurança dos parceiros e, principalmente, com respeito pela consensualidade
entre adultos.”
By Diante dos eventos ocorridos no dia 27/08/2012 o Conselho de Alkania se
vê compelido a publicar o seguinte manifesto de repúdio:
“Nós Goreanos, BDSMista e fetichistas Brasileiros maiores de idade,
legalmente capazes e de posse de nossas faculdades mentais, que por livre e
espontânea vontade, optamos por um estilo de vida e uma forma de relacionamento
afetivo, exercendo o nosso direito a opção sexual; declaramos publicamente o
nosso repúdio a todas as formas de pedofilia, de violência doméstica ou sexual.
Não compactuamos, praticamos, aprovamos, facilitamos ou fazemos apologia do
envolvimento com crianças ou adolescentes segundo prescrito nos Códigos Civil e
Criminal Brasileiros, bem como não aprovamos nenhuma forma de crime.
Não compactuamos, praticamos, aprovamos, facilitamos ou fazemos apologia de
qualquer forma de violência doméstica ou de agressão contra vulnerável.
Somos absolutamente favoráveis que quem quer que cometa crimes de pedofilia,
bem como todas as formas de abuso contra vulneráveis, seja trazido a justiça,
julgado e, quando achados culpados, condenados em toda a extensão da lei.
Repudiamos ainda a atuação da imprensa sensacionalista que vincula o nosso
estilo de vida e a nossa opção sexual a prática de qualquer forma de crime.
Não praticamos crimes!
Não somos pedófilos!
Não agredimos a quem quer que seja!
Somos sim Goreanos, BDSMista e fetichistas. Vivemos o nosso estilo de vida
prezando pela sanidade na escolha das nossas práticas; com a
preocupação com a segurança dos parceiros; e principalmente
com respeito pela consensualidade entre adultos.”
By ChristianSword in Grupo
RE-UNIÂO (Fetlife)
Texto publicado originalmente em http://www.alkania.com.br/index.php/77-comunicados/…
Devemos sempre dominar a nossa impressão perante o que é presente e intuitivo. Tal impressão, comparada ao mero pensamento e ao mero conhecimento, é incomparavelmente mais forte, não devido à sua matéria e ao seu conteúdo, amiúde bastante limitados, mas à sua forma, ou seja, à sua clareza e ao seu imediatismo, que penetram na mente e perturbam a sua tranquilidade ou atrapalham os seus propósitos. Pois o que é presente e intuitivo, enquanto facilmente apreensível pelo olhar, faz efeito sempre de um só golpe e com todo o seu vigor. Ao contrário, pensamentos e razões requerem tempo e tranquilidade para serem meditados parte por parte, logo, não se pode tê-los a todo o momento e integralmente diante de nós. Em virtude disso, deve-se notar que a visão de uma coisa agradável, à qual renunciamos pela ponderação, ainda nos atrai. Do mesmo modo, somos feridos por um juízo cuja inteira incompetência conhecemos; somos irritados por uma ofensa de carácter reconhecidamente desprezível; e, do mesmo modo, dez razões contra a existência de um perigo caem por terra perante a falsa aparência da sua presença real, e assim por diante. Em tudo se faz valer a irracionalidade originária do nosso ser.
Arthur Schopenhauer, in ''Aforismos para a Sabedoria de Vida'

"Em nenhuma época o sexo fraco foi tratado com tanto respeito pelos homens como na nossa - o que é parte da tendência democrática e seu gosto básico, do mesmo modo que a falta de reverência pela velhice -: como admirar que logo se abuse desse respeito? Querem mais, aprendem a exigir, por fim acham quase ofensivo esse tributo de respeito, preferiam a competição por direitos, até mesmo a luta: em suma, a mulher perde o pudor. Acrescentemos logo que também perde o gosto. Desaprende a temer o homem: mas a mulher que "desaprende o temor" abandona seus instintos mais femininos. Que a mulher ouse avançar quando já não se quer nem se cultiva o que há de amedrontador no homem, mais precisamente o homem no homem, é algo de se esperar e também de compreender; o que dificilmente se compreende é que por isso mesmo a mulher - degenera. Isso acontece hoje: não nos enganemos! Em toda parte onde o espírito industrial venceu o espírito militar e aristocrático, a mulher aspira à independência econômica e legal de um caixeiro: "a mulher como caixeira" - está escrito no portal da sociedade moderna que se forma. Apoderando-se de tal maneira de novos direitos, buscando tornar-se "senhor" e inscrevendo o "progresso- feminino em suas bandeiras e bandeirolas, ela vê realizar-se o contrário, com terrível nitidez: a mulher está em regressão. Desde a Revolução Francesa a influência da mulher na Europa diminuiu, na proporção em que aumentaram seus direitos e exigências; e a "emancipação da mulher", na medida em que é reivindicada e promovida pelas próprias mulheres (e não só por homens de cabeça oca) resulta num sintoma curioso de progressivo enfraquecimento e embotamento dos instintos mais femininos. Há estupidez nesse movimento, uma quase masculina estupidez, da qual uma mulher bem lograda - que é sempre uma mulher sagaz - se envergonharia gravemente. Perder a intuição do terreno onde a vitória é mais segura; descuidar o exercício de sua verdadeira arma; pôr-se a anteceder o homem, chegando talvez "até o livro", quando antes praticava a reserva e uma sutil, astuta submissão; combater, com virtuosa audácia, a crença do homem num ideal radicalmente outro escondido na mulher, num eterno - e necessário - feminino; tentar dissuadir o homem, com insistência e parolice, de que a mulher deve ser cuidada, mantida, protegida, poupada como um animal doméstico bem delicado, curiosamente selvagem e freqüentemente agradável; a procura canhestra e indignada de tudo o que há de escravo e servil na posição da mulher na presente ordem social (como se a escravidão fosse um contra-argumento, e não uma condição de toda cultura elevada, de toda elevação da cultura) - que significa tudo isso, senão uma desagregação dos instintos femininos, uma desfeminização? Certamente não faltam idiotas amigos das senhoras e corruptores da mulher entre os doutos jumentos masculinos, que aconselham a mulher a se desfeminizar dessa maneira e imitar as estupidezes de que sofre o "homem" da Europa, a "masculinidade" européia - que gostariam de rebaixar a mulher á "educação geral" e mesmo à leitura de jornais e à política. Pensa-se inclusive, aqui e ali, em fazer das mulheres livres-pensadores e literatos: como se uma mulher sem religião não fosse, para um homem profundo e ateu, algo totalmente repugnante ou ridículo -: em quase toda parte arruinam os nervos delas com a mais doentia e perigosa espécie de música (nossa mais recente música alemã) e as tornam a cada dia mais histéricas e mais incapacitadas para sua primeira e última ocupação, que é gerar filhos robustos. Querem "cultivá-las" ainda mais e, como dizem, através da cultura tornar forte o "sexo fraco": como se a história não ensinasse, do modo mais premente, que o "cultivo" do ser humano e o enfraquecimento - isto é, enfraquecimento, fragmentação adoecimento da força de vontade - sempre andam juntos, e que as mais poderosas e influentes mulheres do mundo (por último a mãe de Napoleão) deveram seu poder e autoridade junto aos homens à sua força de vontade - e não aos professores! O que na mulher inspira respeito e com freqüência temor é sua natureza, que é "mais natural" que a do homem, sua autêntica astuciosa agilidade ferina, sua garra de tigre por baixo da luva, sua inocência no egoísmo, sua ineducabilidade e selvageria interior, o caráter inapreensível, vasto, errante de seus desejos e virtudes... O que, com todo o temor, desperta compaixão por esse belo e perigoso felino "mulher", é o fato de ela parecer mais sofredora, mais frágil, mais necessitada de amor e condenada à desilusão que qualquer outro animal. Temor e compaixão: Com estes sentimentos o homem colocou-se até agora diante da mulher, sempre com um pé na tragédia, que dilacera ao encantar. - Como? E isso estaria acabando? O desencantamento da mulher está em marcha? Estará surgindo o entediamento da mulher?"
(Para além do Bem e do Mal, Cia das Letras, 2001, nº 239, pág. 145)