sábado, 22 de março de 2008

O poder do silêncio





Pense em alguém poderoso.

Essa pessoa briga e grita como uma galinha ou olha em calmo silêncio, como um lobo? Lobos não gritam. Eles têm uma aura de força e poder. Observam em silêncio. Somente os poderosos, sejam lobos, homens ou mulheres, respondem a um ataque verbal com o silêncio.

Além disso, quem evita dizer tudo o que tem vontade, raramente se arrepende por magoar alguém com palavras ásperas e impensadas.

O erro não dito é um silencioso acerto

Exatamente por isso, o primeiro e mais óbvio sinal de poder sobre si mesmo é o silêncio em momentos críticos. Se você está em silêncio, olhando para o problema, mostra que está pensando, sem tempo para debates fúteis. Se for uma discussão que já deixou o terreno da razão, quem silencia e continua a trabalhar mostra que já venceu, mesmo quando o outro lado insiste em gritar a sua derrota. Olhe. Sorria. Silencie.Vá em frente.

Lembre-se de que há momentos de falar e há momentos de silenciar. Escolha qual desses momentos é o correto, mesmo que tenha que se esforçar para isso.

Por alguma razão, provavelmente cultural, somos treinados para a (falsa) idéia de que somos obrigados a responder a todas as perguntas e reagir a todos os ataques. Não é verdade. Você responde somente ao que quer responder e reage somente ao que quer reagir. Você nem mesmo é obrigado a atender seu telefone pessoal. Falar é uma escolha, não uma exigência, por mais que assim o pareça.

Você pode escolher o silêncio.

Além disso, você não terá que se arrepender por coisas ditas em momentos impensados, como defendeu Xenócrates, mais de trezentos anos antes de Cristo, ao afirmar: "me arrependo de coisas que disse, mas jamais de meu silêncio".

Durante os próximos sete dias, responda com o silêncio, quando for necessário. Use sorrisos, não sorrisos sarcásticos, mas reais. Use o olhar, use um abraço ou use qualquer outra coisa para não ter que responder em alguns momentos. Você verá que o silêncio pode ser a mais poderosa das respostas. E, no momento certo, a mais compreensiva e real delas.

Aldo Novak

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Decidiu e partiu...





Quando li a notícia, a certeza me voltou: há incontáveis modos de morrer, de morrer por suicídio, quero dizer. Freud tinha toda razão quando dizia que vivemos num permanente conflito entre Eros
Quando li a notícia, a certeza me voltou: há incontáveis modos de morrer, de morrer por suicídio, quero dizer. Freud tinha toda razão quando dizia que vivemos num permanente conflito entre Eros e Tanatos, Eros nos querendo dar vida e Tanatos a morte.

Alguém pode pensar que só os loucos desejam morrer. Ah, se fosse. Todos nós vivemos querendo morrer, ainda que na cobertura da consciência aparentemente lutemos pela vida.

Mas o que é correr de carro, comer além da conta, beber copos a mais, praticar esportes radicais, consumir drogas para dormir, intoxicar-se com antidepressivos anestesiantes, o que é isso senão buscar a morte por vias inconscientes?

Li nesta semana que passou sobre a morte do guru indiano das celebridades, Maharishi Iogi. Dentre outras formidáveis façanhas de pensador da "vida", Maharishi, dizem, criou a Meditação Transcendental. Mas com tudo isso, ainda assim, morreu...Morreu aos 91 anos.

Os jornais, levianamente, disseram que ele morreu de causas naturais, pela idade... Bolas, então todos os que estão vivendo acima dessa idade já deviam ter morrido? Causas naturais, para os levianos, significa sem causa, como se pudesse haver um efeito sem causa, um conseqüente sem antecedente. Mas até aqui, nada.

Vou resumir um pouco o que li nos jornais para chegar aonde quero. Os jornais disseram que "Maharishi morreu serenamente, num fim de tarde. Há apenas um mês ele tinha decidido se retirar, considerando sua "missão" na Terra concluída..." Leste bem, leitora? Maharishi entendeu concluída sua missão, quer dizer, fez o que tinha que fazer, nada mais havia a ser feito e..."decidiu" morrer, desplugar-se da parede da vida.

Simples, muitos simples e objetivo. É isso. Quando o ser humano decide morrer, morre. Ou morre por um "acidente", aparentemente acidente, ou morre por vontade própria, como o fazem muitos viúvos e viúvas que não mais vêem razão de viver depois da morte da mulher ou do marido. Quem duvida disso é ingênuo.

O ser humano finge que teme a morte mas a tem como companheira certa diante das angústias insuportáveis... Qual a razão da vida sem uma luta que valha a pena, um amor que nos alimente a saída da cama pela manhã?

Maharishi era um sábio, quando sentiu-se vazio, fez as malas da vida e um mês depois de concluída sua missão, partiu. Sereno. E convicto. Assim a vida vale a pena, valeu-lhe a pena. Mas que fique claro, o ser humano decide viver ou morrer, decide ser ou não ser. Decide ser um sucesso ou um fracasso. E assim o será...
e Tanatos, Eros nos querendo dar vida e Tanatos a morte.

Alguém pode pensar que só os loucos desejam morrer. Ah, se fosse. Todos nós vivemos querendo morrer, ainda que na cobertura da consciência aparentemente lutemos pela vida.

Mas o que é correr de carro, comer além da conta, beber copos a mais, praticar esportes radicais, consumir drogas para dormir, intoxicar-se com antidepressivos anestesiantes, o que é isso senão buscar a morte por vias inconscientes?

Li nesta semana que passou sobre a morte do guru indiano das celebridades, Maharishi Iogi. Dentre outras formidáveis façanhas de pensador da "vida", Maharishi, dizem, criou a Meditação Transcendental. Mas com tudo isso, ainda assim, morreu...Morreu aos 91 anos.

Os jornais, levianamente, disseram que ele morreu de causas naturais, pela idade... Bolas, então todos os que estão vivendo acima dessa idade já deviam ter morrido? Causas naturais, para os levianos, significa sem causa, como se pudesse haver um efeito sem causa, um conseqüente sem antecedente. Mas até aqui, nada.

Vou resumir um pouco o que li nos jornais para chegar aonde quero. Os jornais disseram que "Maharishi morreu serenamente, num fim de tarde. Há apenas um mês ele tinha decidido se retirar, considerando sua "missão" na Terra concluída..." Leste bem, leitora? Maharishi entendeu concluída sua missão, quer dizer, fez o que tinha que fazer, nada mais havia a ser feito e..."decidiu" morrer, desplugar-se da parede da vida.

Simples, muitos simples e objetivo. É isso. Quando o ser humano decide morrer, morre. Ou morre por um "acidente", aparentemente acidente, ou morre por vontade própria, como o fazem muitos viúvos e viúvas que não mais vêem razão de viver depois da morte da mulher ou do marido. Quem duvida disso é ingênuo.

O ser humano finge que teme a morte mas a tem como companheira certa diante das angústias insuportáveis... Qual a razão da vida sem uma luta que valha a pena, um amor que nos alimente a saída da cama pela manhã?

Maharishi era um sábio, quando sentiu-se vazio, fez as malas da vida e um mês depois de concluída sua missão, partiu. Sereno. E convicto. Assim a vida vale a pena, valeu-lhe a pena. Mas que fique claro, o ser humano decide viver ou morrer, decide ser ou não ser. Decide ser um sucesso ou um fracasso. E assim o será...

Luiz Carlos Prates (Diário Catarinense)

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Esta noite eu fiquei com meu maior amor...






Preparei um jantar especial, porém simples: frango desfiado com manga e milho verde, e uma colorida salada zen.Abri a primeira garrafa de vinho ali pelas dez, enquanto a outra me esperava sorrindo na caçamba. Pedi a Jon Bon Jovi que cantasse para mim. Só ele vai cantar aqui esta noite. It´s Just Me. As luzes foram apagadas, exceto uma, e o telefone, desligado. Uma rosa vermelha na garrafa vazia de New Age ali no chão. A banheira quase cheia, borbulhando, a água na temperatura certa, deliciosa. Nenhuma possibilidade de que eu venha a ser perturbado, nem mesmo em nome do amor.É uma escolha consciente que fiz. Sem aceitar nenhum convite, sem ir às festas, sem ir à praia, sem ver os fogos de artifício, sem saltar as ondas. Sem ver a multidão. À meia noite a noite ainda é uma noite inteira. Inteira e profunda. Fico me lembrando de todos os meus amores, é claro, mas estou apenas com o maior deles: Eu.E foi assim que virei o ano de ponta-cabeça: sozinho. Gloriosamente sozinho.

Claro que depois da massagem, depois do banho, depois das gargalhadas e dos poemas escritos mentalmente, depois que o samurai que mora em mim desferiu golpes com a katana, entrei num processo meditativo por umas duas horas. Sempre ao som de Jon Bon Jovi. Espalhei óleo de amêndoas pelo meu corpo todo e fiquei dançando comigo mesmo. De olhos fechados.
Lembrei-me de Osho e daquela meditação extraordinária que ele um dia me ensinou. E fui interiorizando a dupla sensualidade que já me cobria. Essa meditação tântrica, vocês sabem, transforma o corpo da gente num enorme clitóris. E depois dela o Orgasmo logo chega, de modo feminino, delicado, gracioso, elegante.
Ogasmo a gente tem que ter o ano inteiro, mas no primeiro dia eu acho que é fundamental.
Por falar em Orgasmo, quando eu ainda estava na banheira me lembrei de Freud, e do que ele disse sobre a "inveja do pênis" que as mulheres, segundo ele, têm. Acabei concluindo que eu também tenho uma certa "inveja do clitóris". Um dia ainda vou teorizar sobre esse tema. Mas, naquele momento de alegria, só consegui pensar em coisas cômicas que me fizeram dar risadas gostosas.
Fiquei imaginando uma cirurgia que pudesse instalar no meu corpo uns dois ou três clitóris. Sem perder nenhuma das minhas capacidades de hoje, é claro. Eu escolheria instalar um clitóris no lóbulo da orelha esquerda, que é pra poder ficar acariciando-o toda hora, discretamente. O segundo eu mandaria instalar no céu da boca, para poder ficar tocando nele o tempo todo com minha língua louca e lúbrica. Ou chupando bala. Já pensou: cada bala um Orgasmo...
O terceiro... o terceiro ainda não decidi onde. Aceito sugestões.
Pois é.
Foi mais ou menos assim que eu passei meu Réveillon.
Meditando.
__________________________________________________________________________
Um dado importante: isto não é ficção. A única coisa não verdadeira nesse relato é a rosa vermelha na garrafa. Como não saio de casa há três dias, não pude comprar flores. Por isso usei uma tulipa amarela artificial. Mas, convenhamos, não ficaria bem uma tulipa amarela no texto... Por isso usei da licença poética.


domingo, 30 de dezembro de 2007

Receita de Ano Novo






Para você ganhar um belíssimo ano novo, cor de arco-íris, ou da cor da sua paz, Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido – mal vivido talvez ou sem sentido.

Para você ganhar um ano, não apenas pintando de novo, remendado às carreiras, mas novo nas sementinhas do vir a ser novo, até no coração das coisas menos percebidas – a começar pelo seu interior.

Novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota, mas com ele se come, se passeia, se ama, se compreende, se trabalha.

Você não precisa beber champanhe ou qualquer outra birita, não precisa expedir nem receber mensagens – planta recebe mensagem? Passa telegrama? Não precisa fazer lista de boas intenções, para arquivá-las na gaveta.

Não precisa chorar de arrependido, pelas besteiras consumadas, nem parvamente acreditar que, por decreto da esperança, a partir de janeiro as coisas mudem e seja tudo claridade, recompensa, justiça entre os homens e as nações, liberdade com cheiro e gosto de pão matinal, direitos respeitados, começando pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo que mereça este nome, você tem de merecê-lo, tem de fazê-lo de novo. Eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente.É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre.

Carlos Drummond de Andrade

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

O Poço






Cais, às vezes, afundas
em teu fosso de silêncio,
em teu abismo de orgulhosa cólera,
e mal consegues
voltar, trazendo restos
do que achaste
pelas profunduras da tua existência.

Meu amor, o que encontras
em teu poço fechado?
Algas, pântanos, rochas?
O que vês, de olhos cegos,
rancorosa e ferida?

Não acharás, amor,
no poço em que cais
o que na altura guardo para ti:
um ramo de jasmins todo orvalhado,
um beijo mais profundo que esse abismo.

Não me temas, não caias
de novo em teu rancor.
Sacode a minha palavra que te veio ferir
e deixa que ela voe pela janela aberta.
Ela voltará a ferir-me
sem que tu a dirijas,
porque foi carregada com um instante duro
e esse instante será desarmado em meu peito.

Radiosa me sorri
se minha boca fere.
Não sou um pastor doce
como em contos de fadas,
mas um lenhador que comparte contigo
terras, vento e espinhos das montanhas.

Dá-me amor, me sorri
e me ajuda a ser bom.
Não te firas em mim, seria inútil,
não me firas a mim porque te feres.

Pablo Neruda

domingo, 23 de dezembro de 2007

Organiza o Natal





Alguém observou que cada vez mais o ano se compõe de 10 meses; imperfeitamente embora, o resto é Natal. É possível que, com o tempo, essa divisão se inverta: 10 meses de Natal e 2 meses de ano vulgarmente dito. E não parece absurdo imaginar que, pelo desenvolvimento da linha, e pela melhoria do homem, o ano inteiro se converta em Natal, abolindo-se a era civil, com suas obrigações enfadonhas ou malignas. Será bom.

Então nos amaremos e nos desejaremos felicidades ininterruptamente, de manhã à noite, de uma rua a outra, de continente a continente, de cortina de ferro à cortina de nylon — sem cortinas. Governo e oposição, neutros, super e subdesenvolvidos, marcianos, bichos, plantas entrarão em regime de fraternidade. Os objetos se impregnarão de espírito natalino, e veremos o desenho animado, reino da crueldade, transposto para o reino do amor: a máquina de lavar roupa abraçada ao flamboyant, núpcias da flauta e do ovo, a betoneira com o sagüi ou com o vestido de baile. E o supra-realismo, justificado espiritualmente, será uma chave para o mundo.

Completado o ciclo histórico, os bens serão repartidos por si mesmos entre nossos irmãos, isto é, com todos os viventes e elementos da terra, água, ar e alma. Não haverá mais cartas de cobrança, de descompostura nem de suicídio. O correio só transportará correspondência gentil, de preferência postais de Chagall, em que noivos e burrinhos circulam na atmosfera, pastando flores; toda pintura, inclusive o borrão, estará a serviço do entendimento afetuoso. A crítica de arte se dissolverá jovialmente, a menos que prefira tomar a forma de um sininho cristalino, a badalar sem erudição nem pretensão, celebrando o Advento.

A poesia escrita se identificará com o perfume das moitas antes do amanhecer, despojando-se do uso do som. Para que livros? perguntará um anjo e, sorrindo, mostrará a terra impressa com as tintas do sol e das galáxias, aberta à maneira de um livro.

A música permanecerá a mesma, tal qual Palestrina e Mozart a deixaram; equívocos e divertimentos musicais serão arquivados, sem humilhação para ninguém.

Com economia para os povos desaparecerão suavemente classes armadas e semi-armadas, repartições arrecadadoras, polícia e fiscais de toda espécie. Uma palavra será descoberta no dicionário: paz.

O trabalho deixará de ser imposição para constituir o sentido natural da vida, sob a jurisdição desses incansáveis trabalhadores, que são os lírios do campo. Salário de cada um: a alegria que tiver merecido. Nem juntas de conciliação nem tribunais de justiça, pois tudo estará conciliado na ordem do amor.

Todo mundo se rirá do dinheiro e das arcas que o guardavam, e que passarão a depósito de doces, para visitas. Haverá dois jardins para cada habitante, um exterior, outro interior, comunicando-se por um atalho invisível.

A morte não será procurada nem esquivada, e o homem compreenderá a existência da noite, como já compreendera a da manhã.

O mundo será administrado exclusivamente pelas crianças, e elas farão o que bem entenderem das restantes instituições caducas, a Universidade inclusive.

E será Natal para sempre.


Ah! Seria ótimo se os sonhos do poeta se transformassem em realidade.

O credo do Dom/Mestre






1. Acima de tudo Ele estima sua escrava, ciente que o presente que ela lhe dá é o maior e mais precioso presente que um ser humano pode oferecer a outro. Ele é exigente e desfruta das vantagens do poder total cedido a Ele, mas sabe compartilhar do prazer que vem desse presente precioso.

2. Em primeiro lugar, Ele mantém o controle sobre si mesmo para que possa controlar outros. Como um Mestre severo e exigente, pode fazer com que sua escrava chore lágrimas reais. Como o amante completo, beijará então as lágrimas, sem perder com isso o caráter dominador.

3. Em épocas de problemas, um Mestre deixará os papéis desempenhados para trás, para ser um amigo e um companheiro de suporte, nunca se esquecendo de que este é ainda um relacionamento entre dois indivíduos que se importam um com o outro. Ele é sábio ao compreender as diferenças entre a fantasia e a realidade. Nunca pediria que uma escrava o colocasse antes de sua carreira e da família, para satisfazer apenas a seu próprio prazer.

4. Para ganhar a mente, o corpo, o espírito, a alma, e o amor de sua escrava, sabe que deve primeiramente ganhar sua confiança. Ele revelará o humor, a bondade e o calor da escrava. Deve sempre mostrar que suas orientações e instruções têm credibilidade e merecem sua atenção, que esse é um homem com quem ela pode aprender, e confiar no que lhe é ensinado.

5. É romântico o bastante para ser protetor e cavalheiro. Quando convidado, lutará pela honra da sua escrava. Prova que é alguém em quem ela pode se apoiar, e depender.

6. Quando chega a hora de ensinar à sua escrava lições de obediência, é um professor forte e inflexível. Não aceitará nenhuma falha, nada mais, nada menos do que a perfeição de sua estudante. Nunca usa a disciplina sem uma boa razão. Quando o faz, é sempre com mão conhecedora e cuidadosa.

7. Está sempre aberto à comunicação e a discussão, sempre pronto para ouvi-la no que quer e necessita. É paciente, dedicando tempo para descobrir os limites da escrava. Nunca tem que exigir comportamento ritual por parte dela.As respostas que ela dá estão além do querer satisfazê-lo. A conformidade vem do querer satisfazer, não do medo de punição. Compreende a natureza frágil da mente e do corpo e nunca viola a confiança depositada nele.

8. É seguro o bastante para rir de si mesmo e dos absurdos da vida. Tem a mente aberta o suficiente para aprender coisas novas. É forte o bastante para crescer. Suas ferramentas são mente, corpo, espírito, alma, e amor. Compreende que cada parceiro ganha mais ao proporcionar prazer ao outro. E ambos sabem que o amor e a confiança são as únicas amarras que prendem verdadeiramente.